quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Historia do Benfica

O Sport Lisboa e Benfica é um clube multidesportivo ecléctico sediado em Lisboa, um dos maiores e mais significativos de Portugal e um dos mais prestigiados a nível mundial. As estimativas em relação ao número de adeptos apontam para cerca de 14 milhões espalhados por todo o mundo. Segundo o Guiness, o Benfica é o clube do mundo com mais sócios, cerca de 161.000.
Além do futebol, este clube distingue-se também noutras modalidades (apresentadas no final do artigo). Utiliza como cores principais o vermelho e o branco e como símbolo uma águia.
Conquistou o seu último título como campeão nacional de futebol na época de 2004-2005 no dia 22 de Maio de 2005, no Estádio do Bessa, frente ao Boavista (1-1) com um golo de penalty apontado por Simão Sabrosa .
Os Primeiros Anos
Em 28 de Fevereiro de 1904, um grupo de ex-alunos da Real Casa Pia de Lisboa (24 elementos de onde se destacava a figura de Cosme Damião), criou, nas traseiras da Farmácia Franco, na zona de Belém, o Sport Lisboa (com uma única secção, a de futebol). Nessa reunião histórica, ficou definido que o novo clube jogaria de vermelho e branco e que teria no emblema uma águia e o moto “E Pluribus Unum”.
O primeiro campo de jogos foi na Quinta da Feiteira, mas os tempos eram difíceis. Devido a problemas financeiros, vários jogadores da primeira equipa abandonaram o Benfica para o mais abastado Sporting, o que contribuiu para a fusão do Sport Lisboa com o Grupo Sport Benfica (que tinha como prática o Ciclismo), levando à origem do actual emblema (com a introdução da roda de bicicleta) e o nome definitivo: Sport Lisboa e Benfica.
Contudo, as dificuldades mantêm-se. Nestes primeiros tempos, o Benfica salta de campo em campo: Em 1913 muda-se para Sete Rios, mas devido à elevada renda, quatro anos depois o clube vê-se obrigado a mudar para o campo de Benfica, onde em 1919 efectua, pela 1ª vez em toda a península ibérica, jogos nocturnos. Em 1925 o Benfica compra uns terrenos nas Amoreiras e fica pela 1ª vez proprietário de um estádio, com capacidade para 15.000 espectadores. É neste estádio que o Benfica conquista os primeiros títulos nacionais.
Entretanto, já o Benfica tinha criado as secções de Hóquei em Patins, Hóquei em Campo, Râguebi, Basquetebol, Andebol, Bilhar e Voleibol.
Os primeiros campeonatos nacionais de futebol arrancam em 1935 e após perder a 1ª edição, o Benfica vence as 3 seguintes entre 1936 e 1939. Em 1940 o Benfica vence a sua primeira Taça de Portugal.
No ano seguinte, o Benfica volta a mudar-se, desta vez para o Campo Grande. É neste campo que o Benfica luta contra o domínio do Sporting. Na década de 40, o Benfica é apenas campeão por 3 vezes, em 1942, 43 e 45, e conquista a Taça de Portugal em 4 ocasiões: 1940, 43, 44 e 48.
Contudo, em 1950 o Benfica atinge o seu 1º grande feito internacional com a conquista da Taça Latina. Após ultrapassar a Lazio nas meias-finais, o Benfica defronta o Bordeús de França na final e depois de um empate a 3 bolas, o jogo é repetido uma semana mais tarde e aí o Benfica acaba por ganhar por duas bolas a uma, com o golo decisivo a ser marcado, após dois prolongamentos, no minuto 146. O clube encarnado é o único clube português a ter vencido esta competição.
Em 1954 chega um momento vital na História do clube: com a larga contribuição de muitos associados e simpatizantes, o Benfica inaugura o Estádio da Luz, de princípio com capacidade para 30.000 espectadores, onde jogaria até 2003.
Finalmente com campo próprio e com a chegada de Otto Glória que introduz o profissionalismo em toda a estrutura encarnada e treinos inovadores em Portugal, o Benfica começa a fazer frente ao domínio sportinguista. Em 54/55 o Benfica conquista o campeonato, após 4 anos com o Sporting a terminar sistematicamente campeão. Em 1957 o Benfica faz a 3ª dobradinha da sua História e participa pela 1ª vez na Taça dos Campeões Europeus.
A nível de modalidades, é de destacar a importância de José Maria Nicolau, vencedor de duas edições da Volta a Portugal na década de 30 e que de camisola encarnada espalhou a admiração pelo clube a todo o país.
A Década de 60
Para a nova década, foi acrescentado um 3º anel (embora incompleto) ao estádio da Luz, aumentando a capacidade para 80.000 espectadores, ao mesmo tempo que chegava para treinador, vindo do rival FC Porto, um Húngaro que teria um impacto imediato: Béla Guttmann.
O Benfica sagra-se campeão nacional em 59/60 e 60/61, mas mais do que isso, atinge pela 1ª vez na sua História a Final da Taça dos Campeões Europeus (TCE), em 1961, onde defronta o Barcelona. Num jogo bastante emotivo, os encarnados vencem por 3-2 e conquistam a sua 1ª taça europeia.
No ano seguinte, o Benfica não vai além do 3º lugar no Campeonato, em grande medida porque se concentra em nova aventura europeia (pelo meio vence também a Taça de Portugal), atingindo de novo a final da TCE. Já com Eusébio na equipa, o Benfica recupera de 2 desvantagens no marcador, para vencer por uns sensacionais 5-3 o Real Madrid, com 2 golos do Pantera Negra. O Benfica sagrava-se bicampeão da Europa.
Contudo, no final desta partida Béla Guttmann resolve sair do Benfica e lançar a famosa maldição: “Nos próximos 100 anos, o Benfica não voltará a ser campeão europeu”. O que é certo é que desde então nunca mais o Benfica venceu uma final europeia, apesar de ter marcado presença em várias.
Já com novo treinador (Fernando Riera), o Benfica recupera o título de campeão em 62/63, ao mesmo tempo que atinge novamente a final da TCE. Mas desta vez sai derrotado, por 1-2 frente ao AC Milan, tendo uma lesão de Mário Coluna a meio do jogo sido fulcral para o desfecho.
Na época seguinte, o Benfica faz o pleno doméstico, com campeonato e Taça de Portugal (vitória de 6-2 na final frente ao FC Porto) e em 64/65 chega ao tricampeonato. Pela 4ª vez nos últimos 5 anos o Benfica apresenta-se em nova final da TCE (tendo, no percurso para a final, alcançado uma memorável vitória sobre o Real Madrid por 5-1), mas mais uma vez sai derrotado. Defrontando o Inter de Milão em San Siro, o Benfica perde por 1-0, ficando famoso o frango de Costa Pereira e a lesão do mesmo, minutos depois, obrigando o Benfica a jogar grande parte da partida com 10 elementos e Germano na baliza.
65/66 revela-se a única temporada da década de 60 sem títulos para o futebol do Benfica, mas na época seguinte o título de campeão nacional regressa à Luz. Em 67/68 chega o bicampeonato e a 5ª presença na final da TCE em 8 anos. Encontrando o Manchester United em Wembley, o jogo termina empatado a 1 bola, mas no prolongamento os ingleses marcam 3 golos e vencem por 4-1. Eusébio teve uma oportunidade de ouro no minuto 90 para vencer a Taça para o Benfica, mas não conseguiu transpôr o guarda-redes do Manchester.
Em 68/69 o Benfica faz mais uma dobradinha. A final da Taça de Portugal é vencida frente à Académica de Coimbra, num encontro marcado por grande importância política, devido à oposição dos estudantes ao regime ditatorial.
Nas modalidades, o Hóquei em Patins e o Basquetebol destacam-se ambos com 6 campeonatos conquistados. Nesta década o Benfica vence por 3 vezes a Volta a Portugal.
A Década de 70
Após mais uma Taça de Portugal em 69/70 (vitória na final sobre o Sporting por 3-1), em 1970 chega ao Benfica um treinador inglês, Jimmy Hagan, que impulsionaria o clube para 3 anos de ouro. Em 70/71 o Benfica recupera de uma grande desvantagem no campeonato, para o vencer em grande estilo, ao passo que na época seguinte junta a Taça de Portugal ao campeonato. A final revelou-se uma das mais emotivas de sempre, com o Benfica a vencer o eterno rival Sporting por 3-2, no prolongamento, com um hat-trick de Eusébio. Também na europa o Benfica brilha, com especial destaque para uma vitória de 5-1 sobre o Feyenoord, mas a caminhada europeia terminaria nas ½ finais da TCE, aos pés do Ajax de Johan Cruyff.
Em 72/73 o Benfica torna-se no campeão mais perfeito da História do futebol Português. 28 vitórias, 2 empates, 0 derrotas, 101 golos marcados, apenas 13 sofridos. O 1º campeonato invicto da História do futebol Português.
Contudo, Jimmy Hagan abandona o Benfica no início da época seguinte, e em 73/74 o Benfica nada vence. Dá-se entretanto a Revolução dos Cravos, o que traz implicações para o clube encarnado: perde as colónias como campo de recrutação (recorde-se que o Benfica apenas utilizava jogadores Portugueses) e as dificuldades económicas que atingem o país, também afectam o Benfica que é pela 1ª vez obrigado a vender os seus melhores jogadores para o estrangeiro. De qualquer maneira, o Benfica atinge o 4º tricampeonato consecutivo entre 1975 e 1977, atingindo a impressionante soma de 14 campeonatos em 18 anos.
Contudo, entre 1978 e 1980 o Benfica fica 3 anos sem vencer o campeonato. Em 77/78, apesar de fazer novo percurso invicto, perde o título para o FCPorto por diferença de golos; em 78/79 fica a 1 ponto da liderança; e em 79/80 termina na 3ª posição.
Tal sequência de maus resultados, terá contribuído para a decisão dos sócios de permitir que o Benfica passasse a poder contratar jogadores estrangeiros. E curiosamente é um deles, o Brasileiro César, que marca o solitário golo na vitória na final da Taça de Portugal sobre o FC Porto, que marca o regresso do Benfica às conquistas.
Entretanto, nas modalidades, são inauguradas as piscinas e o pavilhão Borges Coutinho e no voleibol feminino fica famosa a equipa conhecida como “As Marias” que vence 9 Campeonatos consecutivos entre 1966 e 1975.
A Década de 80
O Benfica abriu a década de 80 com novo pleno nacional: Campeonato, Taça de Portugal (3-1 ao FCPorto na final) e a Supertaça Cândido de Oliveira, pela 1ª vez na História do clube.
Contudo, a época seguinte foi negativa, o Benfica nada venceu e era chegada a altura de escolher novo treinador. E da Suécia chegou um jovem treinador chamado Sven Göran Eriksson que iria revolucionar o futebol benfiquista e por extensão o futebol Português. Com métodos novos e modernos para a época, e apoiado por um conjunto de grandes jogadores, o Benfica faz nova temporada de ouro. Conquista o campeonato, a Taça de Portugal (1-0 novamente ao FC Porto, jogo disputado no…estádio das Antas) e chega à final da Taça UEFA. Contudo, a tripla é falhada, pois o Benfica perde por 1-2 para o Anderlecht no total das duas eliminatórias.
Na época seguinte, chega o bicampeonato e Eriksson parte para a AS Roma. O pós Eriksson revela-se, contudo, difícil e o Benfica falha os títulos de 84/85 e 85/86. Mas não falha nos outros troféus já que conquista neste período as 2 edições da Taça de Portugal em disputa (3-1 ao FC Porto; 2-0 ao Belenenses nas finais) e mais uma Supertaça Cândido de Oliveira. Entretanto, o 3º anel do estádio da Luz é fechado, aumentando a capacidade para uns impressionantes 120.000 lugares.
Em 86/87, o Benfica sofre a maior goleada de sempre aos pés do Sporting (1-7), mas vinga-se meses depois com uma vitória sobre o eterno rival que lhe dá o campeonato e outra na final da Taça de Portugal (2-1), conquistando assim a dobradinha pela 9ª vez na sua História. O Benfica vencia a prova rainha pela 3ª vez consecutiva e a 6ª nos últimos 8 anos.
Em 87/88, o Benfica falha o bicampeonato, mas volta a brilhar na Europa, atingindo 20 anos depois de Wembley’68, a final da TCE. Num jogo muito renhido, o Benfica acaba por perder a final nos penaltys para o PSV.
No ano seguinte o Benfica recupera o título de campeão e em 89/90, já com Eriksson de volta, para além de mais uma Supertaça, o Benfica atinge novamente a final da TCE. Só que mais uma vez, volta a perder, desta vez para o AC Milan por 1-0.
Nas modalidades, arranca, nos finais da década a hegemonia do basquetebol que duraria até meios da década de 90.
A Década de 90
O Benfica arranca a nova década com um campeonato quase perfeito (32 vitórias, 5 empates e apenas 1 derrota), em que o título foi assegurado com uma épica vitória nas Antas, por 2-0, com ambos os golos a serem marcados já perto do fim, por César Brito.
Contudo, 91/92 revela-se uma época sem títulos, com apenas um ponto alto (uma vitória sobre o campeão inglês Arsenal, em Highbury, por 3-1, para uma eliminatória da TCE) e Eriksson abandona novamente o clube.
Na temporada seguinte, o Benfica tem uma equipa cheia de talento, mas falha novamente o título. Vinga-se na Taça de Portugal, derrotando na final o Boavista por uns sensacionais 5-2. E no ano seguinte, chega ao 30º Campeonato da sua História, com o título a ser praticamente assegurado com uma esmagadora vitória por 6-3 no campo do Sporting.
Contudo, este ano marca um ponto de viragem, já que as dificuldades económicas, e as constantes más escolhas de presidente, treinadores e jogadores, levam o Benfica a entrar numa crise financeira e desportiva profunda, que dura de certa maneira até aos dias de hoje.
Em 94/95, o Benfica não vai além da 3ª posição no campeonato e em 95/96 fica-se pelo 2º lugar. Contudo, esta época acaba num bom plano, já que o Benfica vence mais uma Taça de Portugal, desta vez derrotando o Sporting por 3-1.
Na época seguinte, nova má classificação no campeonato (3º lugar) e nova presença no Jamor, mas desta vez para perder a Taça para o Boavista por 2-3.
A crise vai-se aprofundando e o Benfica continua longe do título. 2º lugar em 97/98, 3º lugar em 98/99 e novo 3º lugar em 99/00. Nesta época, o Benfica sofre a maior derrota europeia da sua História, sofrendo 7 golos aos pés do Celta de Vigo.
Nas modalidades, destaca-se o Basquetebol que tem um período de ouro, entre 1985 e 1995, em que conquista 10 campeonatos em 11 possíveis (7 deles de forma consecutiva), o Hóquei em Patins com 5 campeonatos e 1 Taça CERS, e o ciclismo, com o Benfica a vencer a Volta a Portugal de 1999, por equipas e individual (David Plaza).
O novo milénio
Se a década de 1990 tinha terminado mal, a nova não começou muito melhor. 2000/01 é talvez a pior época da História do clube, já que o Benfica termina o campeonato num inacreditável 6º lugar. E no ano seguinte não faz muito melhor, ficando-se pela 4ª posição.
Mas em 2002/03 o Benfica recupera, subindo para a 2ª posição, o que repete em 2003/04, sendo que esta época (que é a do centenário) marca o regresso do Benfica às conquistas: a Taça de Portugal é conquistada com uma vitória por 2-1, no prolongamento, sobre o FC Porto. Esta época fica marcada também pela inauguração de um novo estádio da Luz, com capacidade para 65 000 pessoas e pelo triste falecimento de Miklós Fehér, enquanto envergava a camisola do clube.
2004/05 traz o título de campeão novamente para a Luz, após 11 anos de seca. Num título disputado até ao fim, uma vitória sobre o Sporting na penúltima jornada garante praticamente o 31.º Campeonato.
Contudo, nas três épocas seguintes o Benfica volta aos maus resultados, conquistando apenas a Supertaça Cândido de Oliveira em 2005/06, somando classificações no Campeonato além dos dois primeiros lugares: 3.º lugar em 05/06, 3.º lugar em 06/07 e 4.º lugar em 07/08.
Nas modalidades, destacou-se primeiro o hóquei em patins, com várias conquistas e grandes exibições, liderados por Panchito Velásquez e mais recentemente o futsal que, fundado em 2001, soma 4 campeonatos nacionais desde a sua existência.
Datas Históricas
1904 - Fundação do clube Sport Lisboa, em 28 de Fevereiro, na Farmácia Franco, em Belém, após um treino de futebol entre antigos alunos da Real Casa Pia de Lisboa (secção de futebol ininterrupta).
1905 - No dia 1 de Janeiro, realiza o seu primeiro jogo, contra o Campo de Ourique (1-0).
1906 - Fundação do clube Grupo Sport Benfica, em 26 de Junho. A 11 de Junho, participa pela primeira vez numa prova de ciclismo. A 2 de Dezembro, a primeira participação numa prova de atletismo (secção ininterrupta).
1907 - Inauguração do Campo da Feiteira. A 10 de Fevereiro, primeira vitória contra os "ingleses" do Carcavelos Club, invencíveis desde 1898. Primeira grave crise institucional do Sport Lisboa, com a saída da maioria dos jogadores da primeira categoria para o Sporting. Primeiro jogo realizado contra o clube do Visconde de Alvalade, a 1 de Dezembro (1-2).
1908 - A 13 de Setembro, união do Sport Lisboa e do Grupo Sport Benfica, formando assim o Sport Lisboa e Benfica. A 25 de Outubro, a primeira vitória contra o Sporting (2-0).
1910 - Conquista o Campeonato de Lisboa de Futebol nas três categorias então existentes.
1911 - Disputa o seu primeiro jogo de futebol contra uma equipa estrangeira, o Stade Bordelais (2-4), em Lisboa.
1912 - A 11 de Abril, em Lisboa, a primeira vitória (6-1) contra um clube estrangeiro: o Médoc, de França. A 28 de Abril, o primeiro jogo e primeira vitória contra o FC Porto (2-8), disputado no Porto. Em Junho, realiza a sua primeira digressão futebolística a Espanha: defronta o Desportiv da Corunha em três jogos, vencendo o segundo.
1913 - Inaugurado o Campo de Sete Rios. A 16 de Fevereiro, é fundado "Os Desportos de Benfica", a primeira delegação. Vence o seu primeiro troféu internacional de futebol, o "3 Cidades". Fundação do jornal do clube, O Sport Lisboa.
1914 - O clube conquista o Campeonato de Lisboa de futebol nas quatro categorias, feito inédito. Primeira participação numa prova de natação.
1916 - A 16 de Setembro, o clube integra "Os Desportos de Benfica", beneficiando da utilização de uma sede na Avenida Gomes Pereira, de um campo de futebol e ringue de patinagem.
1917 - Inauguração do remodelado Campo de Benfica. A secção de Hóquei em Patins estreia-se na primeira categoria (ininterrupta).
1918 - Inicia-se a segunda crise do clube: O futebolista Alberto Rio é suspenso; a 7 de Julho alinha pelo Sporting.
1919 - O clube entra em conflito com o futebolista Carlos Sobral. A ruptura entre um grupo de jogadores de Belém, solidários com o regresso de Rio ao clube, é definitiva, forçando o surgimento do clube Os Belenenses. Realiza, em Benfica, o primeiro jogo nocturno de futebol em Portugal, a 10 de Setembro.
1920 - Primeiro encontro oficial entre o Benfica e o Belenenses, a 1 de Janeiro (1-2). A crise torna-se real e duradoura com a saída amigável de futebolistas de várias categorias, devido à fundação do Casa Pia Atlético Clube. A 3 de Outubro, realiza-se o primeiro jogo, particular, entre o Benfica e o Casa Pia (1-2).
1923 - Estreia a secção de Hóquei em campo.
1924 - Estreia da secção de Râguebi, até hoje ininterrupta, tornando-se aquela que tem mais anos de prática da modalidade em Portugal.
1925 - Inaugurado o Campo das Amoreiras.
1927 - Estreia a secção de basquetebol masculino (secção ininterrupta).
1930 - A conquista do primeiro troféu nacional de futebol do clube, o Campeonato de Portugal, marca também o fim do maior número de épocas seguidas (oito) sem a conquista de nenhum título nacional, até aos nossos dias.
1931 - José Maria Nicolau vence a Volta a Portugal pela primeira vez.
1932 - Estreia a secção de andebol masculino.
1936 - Vence pela primeira vez o Campeonato português de futebol.
1938 - Estreia a secção de bilhar (secção ininterrupta).
1939 - Estreia a secção de Voleibol masculino (secção ininterrupta).
1940 - Vence a Taça de Portugal de Futebol pela primeira vez.
1941 - Inauguração do Estádio do Campo Grande.
1943 - a 5 de Outubro, é fundado o Sport Lisboa e Saudade, a secção de veteranos.
1946 - Inaugurada a pista de atletismo, a 24 de Novembro.
1950 - Conquista da Taça Latina de futebol. Realiza o seus primeiros jogos de futebol fora do espaço ibérico contra equipas estrangeiras, numa digressão ao sul de África.
1954 - Inaugurado o Estádio da Luz.
1956 - Conquista do heptacampeonato nacional consecutivo de Ténis masculino.
1960 - Conquista do 10º Campeonato Nacional de Futebol. É inaugurado o terceiro anel do Estádio da Luz.
1961 - Conquista da primeira Taça dos Clubes Campeões Europeus de Futebol.
1962 - Conquista da segunda Taça dos Clubes Campeões Europeus de Futebol. Béla Guttmann sai do comando técnico da equipa de futebol, proferindo uma frase que se tornou um mito negro do clube, a célebre "maldição".
1963 - A equipa de futebol vence o Torneio Ramón Carranza pela primeira vez.
1965 - Conquista do pentacampeonato nacional consecutivo de Basquetebol.
1973 - Conquista do 20º Campeonato Nacional de Futebol. Inauguração da nova pista de Atletismo.
1975 - As "Marias" conquistam o nono campeonato nacional consecutivo de voleibol feminino.
1978 - Inauguração da piscina do clube.
1981 - Estreia a secção de andebol feminino.
1982 - Inauguração do Pavilhão Desportivo Borges Coutinho.
1984 - António Leitão conquista a medalha de bronze nos 5000 metros dos Jogos Olímpicos de Los Angeles; Alexandre Yokochi atinge a final "A" nos 200 metros bruços na mesma competição.
1985 - Alexandre Yokochi conquista a medalha de prata em 200 metros bruços no Campeonato da Europa de natação realizado em Sófia. O terceiro anel do estádio fica concluído.
1987 - O clube conquista o campeonato nacional de Hóquei em campo pela primeira e única vez na sua História.
1988 - Alexandre Yokochi vence a final "B" de 200 metros bruços nos Jogos Olímpicos de Seul.
1991 - Conquista da Taça CERS em Hóquei em Patins.
1992 - A 25 de Janeiro é inaugurada a estátua de Eusébio. O clube organiza a 1 de Dezembro a Consagração Nacional ao seu maior vulto desportivo.
1994 - Conquista do 30º Campeonato Nacional de Futebol. A secção de andebol feminino é extinta.
1995 - Conquista do heptacampeonato nacional consecutivo de Basquetebol.
1997 - A secção de Hóquei em campo é extinta.
1998 - Conquista do 20º campeonato nacional de Hóquei em Patins.
2000 - A FIFA considera o Benfica um dos clubes do século XX.
2001 - Estreia da secção de futsal masculino.
2003 - Inaugurado o novo Estádio da Luz em 25 de Outubro; o bilharista profissional Dic Jaspers sagra-se campeão europeu no bilhar às 3 tabelas. A secção de Futsal é pela primeira vez campeã nacional.
2004 - Morte de Miklós Fehér dentro do campo no jogo Vitória de Guimarães - Benfica
2005 - Conquista do 31º Campeonato Nacional de Futebol depois de 11 anos - o maior período - sem vencer o troféu; esta conquista serviu também para homenagear Miklós Fehér, malogrado jogador húngaro que falecera em competição, vítima de morte súbita.
2006 - Entra para o livro do Guiness por ser o clube no mundo com mais sócios. A triatleta Vanessa Fernandes alcança oficialmente o primeiro lugar do ranking mundial da modalidade.
2007 - Em Janeiro é considerado o 20º clube do Mundo com mais rendimentos no ano de 2006. [12]
2007 - (16 de Abril): Joe Berardo lança uma OPA amigável sobre o clube com o objectivo de comprar 30% das acções da SAD que acaba por fracassar (a 20 de Agosto) pois só consegue adquirir 1% das acções.
2007 - (30 de Julho): Contratação de Telma Monteiro, considerada a melhor judoca portuguesa de todos os tempos[atual líder do ranking mundial]
2007 - (27 de Agosto): Nélson Évora ganha a medalha de ouro nos mundiais de Osaka no tripl salto.
2007 - (1 de Setembro): Vanessa Fernandes ganha a medalha de ouro no Mundial de Triatlo em Hamburgo, Alemanha.
2007 - (19 de Setembro): Um estudo da BBDO, considerou o Benfica a marca mais valiosa do futebol Português, 4ª da Península Ibérica e 17ª da Europa.
2008 - Pelo segundo ano consecutivo, a Marca Benfica recebe o prémio de excelência atribuído pela Superbrands.
2008 - Participação brilhante dos atletas Nélson Évora, Vanessa Fernandes e Di María que trazem de Pequim duas medalhas de Ouro (Nélson no triplo salto e Di Maria em futebol, pela Argentina) e uma de Prata (Vanessa em triatlo).
2008 - Em Novembro arrancaram as emissões da Benfica TV, primeira estação televisiva de clubes de futebol em Portugal. O canal exclusivo no serviço integrado de Televisão Digital, Meo.
Dados gerais:
A águia à porta do Estádio da Luz
Fundação: 28 de Fevereiro de 1904
SAD: 10 de Fevereiro de 2000
Número de sócios: 160 398 (recorde mundial)
Estádio: Do Sport Lisboa e Benfica - Popularmente conhecido como Estádio da Luz, Catedral ou mesmo Inferno da luz
Lotação oficial: 65 400
Dimensões do Relvado: 105 x 68 metros
Presidente: Luís Filipe Ferreira Vieira, eleito em 3 de Novembro de 2003 - 33º presidente
O Benfica ganhou 31 Campeonatos de Futebol no actual formato, 27 Taças de Portugal/Campeonatos de Portugal e 4 Supertaças de Portugal de Futebol — sendo assim o clube com mais vitórias no total das competições a nível nacional —, em comparação com o Porto, que ganhou 22, 17 e 15 e o Sporting, que ganhou 18, 18 e 6, respectivamente. Ganhou também duas Taças dos Campeões Europeus, ambas no início dos anos sessenta (1960/1961 e 1961/1962), a segunda delas com a ajuda do lendário Eusébio, um eterno símbolo benfiquista, que após o final da sua carreira se tornou um embaixador itinerante do Benfica e de Portugal.
O Benfica é a equipa portuguesa que movimenta mais adeptos, dentro e fora de Portugal. O Benfica encontra-se entre as equipas mais populares do mundo com uma estimativa de 14 milhões de adeptos. Clubes como São Paulo, Corinthians, Flamengo e Santos que concentram bastantes adeptos no Brasil ou Real Madrid, Juventus, Barcelona e Manchester United, que possuem popularidade além fronteiras são dos poucos clubes que possuem como o Benfica uma massa adepta superior a dez milhões
O que ajudou o crescimento do Benfica foi a própria grande história do clube que conta como factos de solidariedade a fundação do Estádio da Luz que levou a população benfiquista a ajudar o clube a pagar os custos da construção do seu antigo estádio, através de doações e mesmo oferta de trabalho ou as exibições lendárias que levou a lenda de jogar à Benfica especialmente contra equipas europeias ou em confrontos com rivais.
O seu antigo jogador, Eusébio foi eleito o terceiro melhor jogador de sempre numa votação online que deu vitória a Diego Maradona e o segundo lugar a Pelé comprovando a imensa popularidade do jogador moçambicano e o reconhecimento da sua qualidade.
Actualmente é o clube português melhor classificado.
Claques organizadas:
No Name Boys
Os No Name Boys ou Иo Иame Boys são uma claque apoiante do Sport Lisboa e Benfica, formada a 4 de Março de 1992
Foi fruto de uma cisão no seio da claque Diabos Vermelhos, grupo de apoio organizado ao Sport Lisboa e Benfica. Quando os seus elementos se afastaram dos Diabos Vermelhos, o objectivo seria serem eles mesmos a continuação do grupo original. No entanto, o nome "Diabos Vermelhos" havia já sido registado por elementos que ficaram com a direcção dessa mesma claque, ficando então este grupo de dissidentes "sem nome", daí Иo Иame - não interessa o nome mas sim o conteúdo, terá sido mais ou menos a ideia.Os No Name Boys não existem mas estão lá, os No Name Boys são poucos mas parecem milhares,os No Name Boys não cantam mas todos nos ouvem
Diabos Vermelhos
Diabos Vermelhos é uma claque (torcida, no Brasil) apoiante do Sport Lisboa e Benfica, formada em 1982.
O nascimento dá-se pela união espontânea de um grupo de sócios do SL Benfica que habitualmente se reunia na bancada central do 2º anel do antigo Estádio da Luz. Em Novembro de 1982 aparece a primeira faixa dos D.V. e com ela também as primeiras bandeiras. O grupo começa a formar-se então como uma verdadeira claque, bastante incentivada com a excelente prestação da equipa encarnada na Taça UEFA (finalista em 82/83) e contando com o factor "novidade", rapidamente, juntou muitos jovens adeptos. As características, iniciais, da claque eram muito próprias: caras pintadas (ás vezes também o cabelo), utilização de muitas dezenas de bandeiras, predominantemente só vermelhas e brancas, faixas com o nome da claque com os mais variados símbolos, constante, de símbolos britânicos como a conhecida e tradicional bandeira inglesa ou a "Union Jack" pelas suas cores eram adoptadas no seio da claque. Os tifos (coreografias) apesar de não serem muito originais davam nas vistas pelo "excesso", que parecia ser o lema da altura, dezenas de tochas e potes coloriam o "sector ultras" do Estádio da Luz, e as grandes bandeiras envolviam-se no ar com os muitos rolos lançados. No apoio vocal, os DV eram considerados como uma claque ruidosa, mas como nas outras claques existentes na altura (poucas em Portugal), os cânticos baseavam-se em gritar pelo nome do clube ou, única e exclusivamente, insultar a equipa adversária. No que toca a deslocações os Diabos viajavam bastante para apoiar o benfica, de comboio, de autocarro ou carros particulares as "transfertas" aconteciam. Com o passar do tempo aparecem os "Diabos Vermelhos Norte". Esta secção da claque garantia sempre a presença do grupo nos estádios nortenhos, mesmo quando a coluna principal do grupo não se podia deslocar, ou fossem em pequeno número.
A nível internacional os DV marcaram presença em grandes e históricas jornadas europeias e estiveram presentes em Genova - (Sampdoria); Roma; Marselha; em Estugarda para a final da Taça dos Campeões Europeus (PSV Einhdoven); em Viena D´Austria para a final Taça Campeões Europeus (Milan); Londres - (Arsenal) e muitas outras. As mais recentes foram: Barcelona; Parma; Bruxelas; Milão; Holanda; França; Inglaterra, Espanha etc etc.
Era este o estilo do tifo dos Diabos nos anos 80.
Com o passar do tempo e já com os DV no 1º anel da central, a claque juntava muita gente na Luz bem como nas suas deslocações, das quais se destacavam as que eram feitas aos estádios dos seus rivais Sporting e Porto, onde ás vezes aconteciam incidentes, mas nunca com finais trágicos, pois nessa altura as lutas eram espontâneas e leais, não eram premeditadas e planeadas e baseavam-se na luta(leal) corpo a corpo. Outros incidentes aconteciam, mas em situações facilmente controláveis por todos.
A pouco e pouco os Diabos Vermelhos foram renovando o seu material, aparecem novas faixas e bandeiras começam a ter novas características, se até então predominava o vermelho e branco a partir de uma certa altura começam a utilizar-se cores derivadas e/ou conjugadas com as originais do clube. Aparece então o laranja, o amarelo etc. Tudo isto vem renovar um pouco a imagem da claque que assim se mantém até final da década de 80 inícios de 90.
Numa fase em que a Claque contava com excelentes apoios da direcção do clube criou-se uma ruptura no seio do grupo, isto em inícios de 1992, chegando mesmo a haver dois grupos em sítios diferentes do estádio, com o mesmo nome "Diabos Vermelhos". Todo este processo que envolveu o abandono de alguns membros da claque fez com que o grupo batesse no fundo, embora tenha conseguido ficar com o nome original Diabos Vermelhos. A fractura no seio do grupo ditou a queda da claque, que nunca tinha tido mais de 500 inscritos mas que de qualquer forma, juntava sempre muita gente que não era sócia, o grupo dividiu-se e a afluência de jovens começou a escassear de tal forma que mais ou menos em 92/93, a claque chega a ter cerca de 10 elementos na bancada!
A falta de alternativas da anterior direcção do grupo fez com que aparecesse uma nova organização impulsionada, principalmente, por dois dos maiores núcleos dos DV - Almada e Olivais. Esta nova organização nunca deixou acabar o grupo e poucos ou muitos lá estavam sempre nos jogos do Benfica no Estádio da Luz ou fora dele. Ainda na época de 92/93 foi feita a renovação dos sócios da claque e no final da época apenas haviam 87 inscritos, no entanto a união deste grupo organizador e a sua decisão de levar este projecto em frente ia dar os seus frutos, embora não tenha sido fácil, principalmente quando a direcção do clube tirou todos os apoios ao grupo, por este ter utilizado por várias vezes bandeiras com cruzes suásticas e por muitos dos seus membros serem skinheads e se conectarem com a extrema direita. Apesar dos símbolos terem desaparecido o apoio jamais voltou. (informação retirada do próprio site da claque). Os acontecimentos no Restelo marcaram a claque perante toda a sociedade portuguesa, não pelos confrontos, que não passaram de verbais, mas sim pela exibição da referida suástica, com o tempo a politização do grupo acalmou, enquanto a politica ia desaparecendo nos Diabos Vermelhos outros grupos nacionais tentaram dar nas vistas da mesma forma e as atenções foram afastadas. Começa a aparecer novo material, desde bandeiras e faixas aos cachecóis, algo de novo estava a aparecer e o grupo a renascer das cinzas. Sempre fieis ao seu Sport Lisboa e Benfica e ao novo ideal do grupo cria-se um lema que serviu de cavalo de batalha "Connosco Quem Quiser, Contra Nós Quem Puder". Este lema levado á risca criou um espírito de união tão forte que o grupo se fechou sobre si próprio e foi isto que susteve o grupo, o facto de não haver a preocupação se eram 20 ou 2000, ou se jogavam com um grande ou com um pequeno. As palavras de ordem do seu lema diziam tudo. A pouco e pouco o grupo vai crescendo e vão aparecendo novos núcleos pelo país fora, a velha tradição das bandeiras e das fumaradas infernais mantém-se, mas também se começa a inovar coreograficamente: em 93/94 no derby lisboeta dessa época os Diabos espantaram tudo e todos com uma espectacular coreografia com cerca de 150 bandeiras gigantes, nesse jogo até quem lhes tinha passado a "certidão de óbito" não resistiu a aplaudir. Ainda nessa época os Diabos voltam a surpreender com a utilização pela primeira vez em Portugal de frases com placas de esferovite e na noite em que o SLB jogava com o Bayer Leverkusen quando apareceu na bancada a frase "O nosso amor é o Benfica" e todo o estádio se levantou a aplaudir. Ainda nessa época fazem mais coreografias visto como os 2000 balões com o Parma e a infernal tochada com o Porto. No final dessa época, com o SLB a sagrar-se campeão, os Diabos prepararam o "jogo da festa" com o Vitória Guimarães e considera-se que foi este jogo que relançou os Diabos. Num regresso aos velhos tempos foram usados 30 potes, 100 tochas e 2500 rolos para além das enormes bandeiras no relvado. Pena este jogo ter sido o primeiro de vários anos sem o Benfica voltar a ser campeão até 2004/05.
Com o início da época 94/95 a claque continuou a crescer acompanhando o seu Benfica em todos os jogos do Nacional e da Taça, as deslocações começaram a ser mais numerosas e o número de elementos nos jogos em casa também aumenta. A destacar nesta época uma nova fase coreográfica na claque, que a pouco e pouco vai testando a possibilidade de realizar coreografias com a colaboração dos restantes sócios do clube... Um risco, pois os adeptos mais velhos do clube nunca tinham visto nem participado em nada destas coisas. Assim, no jogo com o Anderlecht é elaborada uma coreografia que consistia na bandeira nacional em papel crepe e em volta balões vermelhes e brancos. Apesar de pequena saiu com um resultado satisfatório. No jogo com o Milan resolveram alargar horizontes e enchem a zona central da Luz com papel crepe vermelho e branco. O mote estava dado e as coreografias iam continuar. De destacar ainda no jogo com o já dominador Porto para o Campeonato Nacional, quando num fabuloso golo de Isaías os Diabos incendiaram o recreativo com largas dezenas de tochas, numa finta á Policia que as tinha proibido aquando da entrada das equipas. Realce também para as deslocações à Bélgica - (Anderlecht) e a Itália - (Milan) cada uma delas com um bom número de adeptos.
Com o início da época 95/96 os Diabos voltam a inovar. Para motivar os seus filiados para os jogos fora, criam a faixa "Diabos On Tour" e uma linha de artigos "On Tour" (T-shirt´s, cachecois, etc) e de facto deu resultado: a claque nessa época esteve em todas, inclusive na Madeira, viagem até então inédita para os ultras benfiquistas. Esta época foi a confirmação da Claque. Se alguém duvidava na época 95/96 teve a confirmação que vieram para ficar e durar. Além de boas deslocações surgem novas e originais coreografias europeias com o Bayern Munich, Lierse, Roda nas competições europeias, e no campeonato nacional destacam-se duas das melhores coreografias feitas até hoje nos estádios portugueses, com o Porto e com o Sporting. A nível da taça de Portugal também se podem realçar os "tifos" com o Guimarães, U. Leiria e na final com o Sporting em que os Diabos levam 7 autocarros para o Jamor. Apesar de não ter qualquer tipo de apoio durante toda a época a claque consegue acabar o ano com cerca de 500 inscritos e com um saldo bastante positivo quer a nível coreográfico quer a nível de deslocações. O verão de 1996, apesar de não haver futebol foi bastante activo, pois a época 96/97 começou a ser cuidadosamente preparada nessa altura com as obras na nova sede da claque e com a renovação de muito material e do funcionamente do próprio grupo. Finalmente com instalações para poderem trabalhar e organizar, as coisas começam a ter maior fluidez. Logo no jogo de apresentação frente á Fiorentina os Diabos elaboram um simples mas grande espectáculo com 5.000 balões vermelhos e brancos e com todas as suas bandeiras gigantes no relvado. Nesse jogo aproveitam ainda para "lembrar" aos jogadores que estão lá por eles e pelo mágico Benfica e no início do jogo oferecem a cada jogador material da claque, numa tentativa de aproximação entre os jogadores e os Ultras, que deu resultados evidentes, estabelecendo-se desde esse jogo um diálogo e um respeito mútuo transmitido jogo a jogo da bancada para o relvado e vice-versa. No jogo amigável com os Viola, os Diabos homenagearam também Rui Costa, jogador que se mantém nos corações dos Ultras benfiquistas. As competições nacionais começaram com a Supertaça nas Antas, onde se deslocaram alguns elementos dos DV, que depois de alguns problemas junto ás bilheteiras, vêm a policia proibir a entrada da faixa do grupo no estádio. O campeonato nacional começa no dia 25 de Agosto, num jogo com o Braga, em que o estádio tinha uma excelente moldura humana. Para iniciar bem a época é feita uma coreografia de cartolinas individuais, da qual resulta um belo efeito. A primeira deslocação da época é ao estádio da Póvoa de Varzim, num jogo em que o SLB venceu o Gil Vicente por 0-3, os Diabos conseguiram juntar um razoável número de adeptos que a nível vocal deram um apoio extraordinário. O campeonato segue com um jogos em Setúbal e Leiria onde os Diabos levam um autocarro e realizam um bom tifo de fumos e plásticos. A vitória do Benfica neste jogo motiva bastante os ultras que fazem tudo por estar ao lado da equipa em todos os estádios e em bom número, em Alvalade a concentração marcada para o Estádio da Luz teve uma excelente aderência mais de 350 ultras se reuniram para o jogo com o rival da 2º circular. Poucos anos antes na altura da crise do grupo não iam mais de 40/50 elementos. Os DV no decorrer desta época 96/97 têm conseguido um bom nível em vários planos com especial atenção para os aspectos organizativos da claque mas nunca esquecendo os principais objectivos de qualquer grupo ultra, ou seja, apoio e espectáculo. Em Novembro a claque comemora os seus 14 anos de existência e prepara uma coreografia especial para o efeito: dois lençóis "Desde 1982" e "14 anos", o símbolo da claque em tamanho gigante feito em esferovite e bandeiras vermelhas e brancas. E eis que chega a altura de mais um clássico na Luz desta vez frente ao FC Porto. Numa altura em que os escândalos do futebol português estavam mais calmos após o 25 de Abril, os Diabos preparam uma coreografia inédita em Portugal.
Os anos foram passando e a claque foi desenvolvendo a sua estrutura, o número de elementos presentes nos jogos tanto em casa como fora foi aumentando, e em certo momento devido ao crescimento da claque, esta viu-se obrigada a mudar a sua posição no estádio do 1º anel da bancada central para a chamada curva norte no 2º anel. Quando a claque se desenvolvia mais rapidamente e este crescimento era mais visível que nunca, esta viu-se confrontada com situações anormais, existindo uma época bastante conturbada onde as relações com a outra claque do Benfica não eram as melhores. Nessa mesma época alguns dos seus membros foram esfaqueados e a sede do grupo foi incendiada com um artefacto incendiário lançado de madrugada para a casa de banho da infra-estrutura. O choque foi grande pois não era só a sede que tinha sido incendiada, era também uma parte do estádio da luz visto que esta se encontrava na sua estrutura – a comunicação social pegou durante vários dias no caso, chegado a existir directos de frente da sede. No entanto a claque encontrava-se mais unida que nunca, com uma estrutura que rapidamente actuou requalificando a sede, sendo que esta passado 3 dias esta já estava pronta para ser novamente usada, com nova pintura e tudo o que existia anteriormente.
O crescimento da claque era imparável, o numero de sócios foi aumentando e tanto no antigo estádio da luz como no novo, chegaram a estar milhares de membros que ocupavam vários sectores contínuos, em certos jogos a direcção do Benfica chegou mesmo a ceder certa de 2 milhares de bilhetes para a claque vender aos seus associados num só jogo. A claque chegou a ter mais de 5000 membros registados, embora numa recontagem recente (época 2005/06) este numero tenha sido reduzido para pouco mais de 1 milhar de membros afectivos, esta diminuição de membros no papel e na bancada contrasta claramente com o sucesso desportivo do clube que foi campeão na época 2004/05, uma diminuição que coincide com a mudança de direcção na claque, e também com certas alterações na orientação pois para ser membros desta passou a ser necessário ser sócio do Sport Lisboa e Benfica.
Actualmente os Diabos Vermelhos deslocam-se a todos os jogos nacionais e internacionais, apoiando o Benfica por todo o mundo e em diferentes modalidades embora com diferentes dimensões no apoio, no estádio da luz estes podem ser encontrados no sector 21 do piso 0.

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